sábado, 25 de agosto de 2007

Picos... LINDOS

Olá amigos...
Já lá vão 10 dias que voltei dos Picos da Europa, mas apenas agora venho escrever umas palavras sobre o que por lá passei.


A razão pela qual não escrevi mais cedo foi estar à espera das fotos da Lisi. Mas aconteceu um pequeno "desastre". As fotos que foram tiradas pelaa máquina dela (quase todas), perderam-se quando ela perdeu a máquina. Deve se estar super irritada com isso, porque já é a segunda vez que tal lhe acontece.


Ficam apenas as que tirei com o meu telemóvel, mas ficam na memória as imagens de montanhas que não sendo colossais, a mim me pareceram... colossais.


Entrei em Espanha bem de manhãzinha, depois de ter saído às 4... aqui o sol estava a nascer e foi uma acrobacia ter tirado esta foto em pleno andamento.


Já em Espanha, com o típico touro a provar, para os mais cépticos.
Esta foi uma merecida paragem a meio de uma fascinante autoestrada de alta montanha, com curvas fantásticas feitas a mais de 100km. UAU
Estas fotos foram tiradas durante a primeira caminhada. A partida foi dos lagos de Covadonga. Um início muito turístico, mas depois fica-se sozinho já em ambiente de montanha, por entre vales brutais de calcário, as nuvens bem lá em baixo, e o abrigo que nunca mais chega (Vegarredonda).

O abrigo finalmente chegou, mas como a tenda estava às costas, subimos mais um pouco até aos 1600m, e acampámos debaixo de um céu mais estrelado que nunca. O regresso foi na manhã seguinte, sempre por entre muitas, muitas vacas.


E da montanha não tenho mais fotos, infelizmente.
Outra caminha foi feita ao longo da garganta do rio Cares, como a Maria me aconselhou (obrigado), entre Poncebos e Caín, onde dormimos debaixo de uma chuva intensa e trovoada medonha.
A última, como não podia deixar de ser, foi para tentar ir à montanha mais alta, o Naranjo de Bulnes (ou pico Urriellu). A subida foi extenuosa, ao que não ajudou um nevoeiro cerrado constante, e ver passar um corpo numa maca transportada por uma equipa de resgate, vítima de um acidente na noite anterior devido a um relâmpago que atingiu um escalador.
Mas a descida é que acabou comigo. Decidimos regressar por um caminho diferente, passando pela aldeia de Bulnes. O resultado foi uma descida por caminhos de cabras (literalmente) de 4 horas, para voltarmos a subir durante 2 horas sem parar, com uma inclinação medonha, que me pôs a escorrer suor.
Mas no fim valeu tudo a pena. Ver o nascer do sol aos 2000m com o Pico mesmo ao nosso lado num nascer de sol surpreendentemente limpo. Vales verdes profundos. Veados selvagens. O silêncio. O facto de se ter conseguido. 2 horas depois estar-se a tomar banho no mar cantábrico e acampar na praia.
Valeu a pena.

Vejam como no transportávamos por lá. Ficavam todos a olhar para a mota que mais parecia uma mula de carga.

E claro que não podia faltar a bela da Cidra, num alpendre em Caín.
E cá estamos os dois, meio mortos, meio vivos, com a chuva a cair a potes.
A planear o dia seguinte no mapa.
Há muitos sítios para se ir neste Mundo, mas a este vale a pena regressar. Por ser como é. Por ser ali tão perto.

Até sempre Picos!


quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Picos da Europa



Hasta la Vista!


Finalmente, está tudo a prontos para is aos Picos da Europa. Havia já 3 ou 4 anos que tinha + ou - planeado lá ir, e parece que desta é de vez.


Amanhã, 6a feira, pelas 4 da matina, lá vou eu na minha (ou da famelga) XX (Honda CBR 1100 xx, para quem não entender), fazer cerca de 900km, até ao norte de Espanha, ao pé de Gijón, a norte de León.


Este maciço é partilhado pelas zonas de Léon, Astúrias e Cantábria, muito perto do mar e , pelo que sei, do melhor que há por estas zonas para nos iniciarmos ao montanhismo.

A escalada vai ser pouca. A opção de ir de mota limita um pouco o peso que levo, por isso apenas vou levar o arnês e pés de gato. Vamos lá a ver se dá para fazer alguma coisa.


A minha companheira de aventura vai ser a Lisi, a Norueguesa "malouca" que vai fazendo um interail a caminho de casa, e com quem me vou encontrar em Covadonga.

Darei notícias quando regressar. Até lá, boas aventuras e boas danças!!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Jack Johnson / Cocoon

Um bocado melancólico, mas uma das minhas favoritas neste momento. Disfrutem.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Andanças



Pois é, foi bom mas soube a pouco...


A edição do Andanças deste ano está mais organizada, mais fresca (água mais acessível), e variada e alegre como a conheci nos 3 anos anteriores. As fotos não são muitas. Foram a Patrícia que as tirou.


Obrigado pela companhia Ticha! É que se no ano anterior fui só com a minha mana Mara, este ano ainda foram a prima Filipa, a minha (querida) Mãe e a Patrícia. Acho que todas se divertiram muito, e não vão mais deixar de querer vir...
Mais umas danças acrescentadas ao espólio. Mais movimentos. Mais alegria :-)

No Poço Azul, paragem obrigatória no Andanças


As duas chatas


No Andanças não se dança só. Malabarismo com fogo.


Eu e a Ticha. Tã lindos, não estamos?

terça-feira, 17 de julho de 2007

Despedidas

Costuma dizer-se que a Família não se pode escolher, mas os amigos sim.
Não me queixo da Família. Também não me queixo dos amigos que faço.

Mas agora tenho uma reclamação a fazer: alguns deles ou se foram embora ou estão prestes a ir.
Ora vejam,
A Lisi (Elisabeth Sondena), Norueguesa, estudante de engenharia naval, bem no início de Agosto já está de malas feitas, a correr alguns países de comboio, antes de apanhar o avião em Amesterdão para a cidade onde estuda: Tronheim.
É certo que está uma visita prometida a terras Norueguesas, ainda este ano, mas quem vai escalar agora comigo? Quem me vai desafiar para um slackline num jardim qualquer de Lisboa? Quem, sem hesitar, aparece numa aula de artes circenses do Chapitô, para se inscrever nesse mesmo dia? Quem me vai ensinar malabares com fogo? Quem me acompanha às festas na praia? Quem me vai bombardear com sarcasmo erudito como só ela sabe fazer? Quem vai tocar no piano da minha irmã? Quem vai cantar, a acompanhar a sua própria viola, com uma voz espectacular (e "lyrics" em Norueguês)?
Desde o tímido travar de amizade no Rocódromo, onde trabalhava, que comecei a ser seu fã. É com triseza pesada que a vejo partir, embora saiba que é uma ave selvagem que vai precisar de estar sempre a voar. Um palhaço de um circo itinerante. Uma nómada das descobertas e do prazer.
Boa viagem Lisi. Boas viagens!


E aqui estão o Chris e a Isabel. Um Californiano e uma Alfacinha. Ou será que são dois Californianos? Ou dois Portugueses apaixonados?

Estes dois personagens passaram pela minha vida de uma forma atribulada. Escalavam. Eu também. Escalámos todos juntos, mas poucas vezes. Mas eis que numa viagem a Poios, que não era para ser para Poios, e que não era para ser a três, lá fui eu a segurar a vela de um casal que dava os primeiros passos nessas coisas que os casais dão, e assisti com um sorriso a um aproximar envergonhado. A uma paixão crescente que, como todos os apaixonados, pensavam que mais ninguém sabia.

E depois não se passou muito mais. Desapareceram-me da vista, para surgirem esporadicamente num concerto, numa saída nocturna ou num encontro de despedida. Mas ficou uma grande admiração pelos dois. Um de cada vez e pelos dois em conjunto. Sejam felizes Chris e Isabel!!

"Quem me dera que todos os amigos que tenho no Brasil fossem como um que tenho aqui no outro lado do Oceano"

Foram estas as palavras que escreveu num livro que me ofereceu antes de partir, esta semana. O livro sobre escalada, está claro. Foi esse magnífico desporto que nos juntou para aventuras, passeios, novas amizades, descobertas, conversas à volta do desporto, do treino, de negócios, de gestão... um poço de interesses e um constante desafiado pela vida, este meu amigo Paulo Hudson.

Nunca o esquecerei e espero revê-lo assim que possível, para novas aventuras. Nem que seja apenas daqui a um ano, quando ele regressar para terminar o mestrado que cá veio fazer.

E assim a minha vida se vê mais vazia de amigos presentes, de conversas com sotaque, de pessoas ávidas por descobrir o País que é meu e que adoro mostrar. Assim a vida fica estranhamente mais vazia...

Ficam na memória. Ficam nos projectos futuros. Obrigado por tudo amigos!!